quinta-feira, 3 de maio de 2012

Notícias


Há 10 anos a Língua Brasileira de Sinais promove inclusão


Há dez anos, a língua brasileira de sinais (libras) passou a ser reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Passada uma década, observa-se maior inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas escolas regulares.    

Dominar a libras permite às pessoas com deficiência auditiva ter maior autonomia, independência social e cidadania. A política de educação inclusiva, adotada pelo Ministério da Educação, orienta os sistemas de ensino para garantia do ingresso dos estudantes com surdez nas escolas comuns, mediante a oferta da educação bilíngue, dos serviços de tradução e de interpretação de libras-língua portuguesa e do ensino de libras.   

De acordo com a diretora de políticas de educação especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Martinha Clarete Dutra, o ensino da libras é parte do processo de organização do sistema de ensino inclusivo. “Para que a educação seja, de fato, um direito de todas as pessoas, é preciso que os sistemas de ensino identifiquem e atendam as especificidades educacionais dos estudantes”, disse a diretora.

Para a efetivação da educação bilíngue, o Ministério da Educação desenvolve programas e ações, em parceria com os sistemas de ensino. O curso de formação inicial de professores em letras-libras para promover a formação de docentes para o ensino de libras foi instituído por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e mantém 18 polos. Em 2010, mais dois cursos foram criados pelas instituições federais de Goiás e Paraíba, nas modalidades presencial e a distância.

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) criou o curso de pedagogia bilíngue libras-língua portuguesa para expandir a educação inclusiva. Ele conta com a matrícula anual de estudantes surdos e ouvintes. 

O Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras-Língua Portuguesa (Prolibras) promove dois exames periodicamente. Um deles, voltado para o ensino médio e superior, certifica professores para a aplicação e o ensino da libras em sala de aula. Outro capacita profissionais em tradução e interpretação da libras. Até 2010, foram realizadas cinco edições do exame em todo território nacional e certificados 6.100 profissionais.

O panorama da inclusão nas escolas comuns da rede pública vem se modificando. O número de matrículas de estudantes que formam o público alvo da educação especial em classes comuns passou de 28% em 2003 para 74% em 2011. No mesmo período, o número de escolas de educação básica com essas matrículas passou de 13.087 para 93.641.

sexta-feira, 2 de março de 2012

OI pessoal!

Saíram as primeiras informações sobre o PROLIBRAS 2012!!


Através de Portaria Normativa do MEC 20/2010, passa a ser competência do INES, a realização do Exame de Certificação Nacional em Língua Brasileira de Sinais - PROLIBRAS. 
O PROLIBRAS ocorrerá no primeiro semestre de 2012.
Em breve divulgaremos o edital com o calendário de realização das provas.
Contatos: prolibras@ines.gov.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O QUE É PRECISO SABER PARA SER INTÉRPRETE DE LIBRAS?

OLÁ PESSOAL!

Muitas pessoas me perguntam sobre isso, quais são as competências para ser
um intérprete de Libras? é uma confusão não esclarecida até mesmo em cursos de Libras,
pois alguns alunos pensam que por fazer 40 a 60 horas de Libras já pode atuar
como intérprete.

Esse documento foi vinculado pela Universidade Tecnológica do
 Paraná (UTFPR),
 pois é um edital para a contratação de intérprete. Dêem uma olhada nos requisitos.
 Assim você poderá saber o que precisa estudar e ter domínio para atuar na profissão.

Algumas pessoas podem ficar desanimadas, mas não façam isso!
Precisamos de ANOS para tornamos bons intérpretes ( e ainda estou aprendendo...) ,
 mas você precisa começar de algum lugar, certo?!

bom estudo!!

Descrição do cargo: TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS
Traduzir e interpretar artigos, livros, textos diversos bem idioma para o outro,
bem como traduzir e interpretar palavras, conversações, narrativas, palestras,
atividades didático-pedagógicas em outro idioma, reproduzindo LIBRAS ou na
modalidade oral da Língua Portuguesa o pensamento e intenção do emissor.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ESPECÍFICO PARA PROVA TÉORICA
1. Educação de surdos: fundamentos históricos, legais e teórico-metodológicos.
2. Concepções de surdez e políticas educacionais para surdos.
3. Conhecimento do Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos.
4. A Língua Brasileira de Sinais: aspectos culturais e identidade surda.
5. Diferenças entre a língua brasileira de sinais e a língua portuguesa.
6. Aspectos Linguísticos de Língua Brasileira de Sinais – Libras: léxico,
fonologia, morfologia e sintaxe.
7. Contexto histórico do Profissional Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais/
Língua Portuguesa.
8. A atuação do Tradutor e Intérprete Educacional.
9. Código de ética na tradução e interpretação.

QUESITOS A SEREM AVALIADOS NA PROVA DE DESEMPENHO
NA TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE LIBRAS / LÍNGUA PORTUGUESA :
§ Ausência de omissão do conteúdo na Tradução
§ Classificador
§ Configuração de Mãos
§ Construção Idearia
§ Convivência com Surdos
§ Cultura Surda
§ Entrevista
§ Expressão facial e corporal
§ Gíria/ Provérbios
§ Identidade Surda
§ Interpretação de Texto
§ Leitura do Alfabeto Manual
§ Postura Ética
§ Processo Anafórico
§ Registro Lingüístico
§ Soletração do Alfabeto Manual
§ Tradução Consecutiva
§ Tradução Simultânea
§ Variações regionais
§ Versão para Sinais (Contexto)

DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES TÍPICAS DO CARGO
· Interpretação consecutiva
Examinar previamente o texto original a ser traduzido/interpretado; transpor
o texto para a Língua Brasileira de Sinais, consultando dicionários e outras fontes de
informações sobre as diferenças regionais; interpretar os textos de conteúdos curriculares,
 avaliativos e culturais; interpretar as produções de textos , escritas ou sinalizadas das
 pessoas surdas .

· Interpretação simultânea
Interpretar diálogos realizados entre pessoas que falam idiomas diferentes
 (Libras e Português); interpretar discursos, palestras, aulas expositivas,
comentários, explicações, debates, enunciados de questões avaliativas e outras
reuniões análogas; interpretar discussões e negociações entre pessoas que falam idiomas
 diferentes (Libras e Português).
· Executar outras tarefas de mesma natureza e nível de complexidade
associadas ao ambiente organizacional.

FONTE;http://www.utfpr.edu.br/concursos/campi/gp/ta/edital-219-2010-cpcp-gp-cargo-tecnico-administrativo/?searchterm=int%C3%A9rprete%20de%20libras

Calendário Fevereiro 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


BEBÊS SURDOS E A LÍNGUA DE SINAIS

   


 Língua de Sinais nos primeiros meses de vida do bebê surdo

 A fonoaudióloga escolar Sandra Refina Leite, que trabalha na Escola para Crianças Surdas (ECS) Rio Branco, em São Paulo. Para Sandra, a melhor maneira de potencializar a produtividade e o desenvolvimento dos bebês é ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) desde os primeiros dias de vida. 
“Desde o momento em que os pais descobrem a surdez do bebê é importante procurar um especialista para que, além da própria criança poder aprender a língua dos sinais, eles também possam aprendê-la. É fundamental que a criança desenvolva habilidades visuais para se sentir incluída socialmente e quanto mais cedo ela iniciar o processo de educação, melhor”, diz. “Todos os nossos esforços são para que a criança aprenda da maneira mais natural possível”.
A especialista afirma que os pais não costumam aceitar a surdez do bebê em um primeiro momento. “Nossa sociedade não está preparada para a diferença, e isso se reflete também no comportamento dos pais dos bebês, que demoram um pouco a se acostumar. Ainda assim, o resultado vale muito a pena”, afirma Sandra. A fonoaudióloga diz que em seis meses de atividades o bebê já começa a reconhecer os sinais, mesmo que de maneira ainda não estruturada. 
Em casa, é fundamental que os pais se comuniquem com o bebê por meio da linguagem de sinais. Sandra reafirma ainda a importância de brincar com a criança e contar histórias. “Aos pais cabe a tarefa de apresentar o mundo à criança, nomear pessoas e coisas, para que ela entenda a complexidade do mundo, e interagir sempre”, diz.
Surdez
O teste que identifica a surdez do bebê pode ser feito ainda na maternidade. As causas da deficiência podem ser muitas, mas as mais evidentes, segundo Sandra, são casos de meningite, rubéola e toxoplasmose da mãe durante a gravidez. 

No processo educacional proposto pela ECS, o bebê participa de atividades educacionais até os 3 anos, para se familiarizar com a linguagem de sinais. A partir dos 3 anos, a criança é encaminhada para o ensino formal em uma turma formada apenas por surdos. Depois do quinto ano do ensino fundamental, a orientação é que o aluno seja encaminhado a uma escola tradicional, acompanhado de um intérprete.
“Propomos que o aluno fique em uma escola especial porque em todos os outros momentos do dia ele conviverá com pessoas ouvintes, dentro da própria família. A idéia não é isolar o aluno, mas ensiná-lo a agir como uma pessoa diferente, mas participante quando for exposto a qualquer situação com ouvintes”, afirma.


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