segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aprendendo Ponto Cruz de Libras

é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas no Brasil. Ganhou esse status porque surgiu naturalmente assim como a língua portuguesa e atualmente é de grande importância na comunicação no território brasileiro. Baseou-se primariamente na Língua de Sinais Francesa, apresentando semelhanças em relação a várias línguas de sinais européias e à norte-americana. Assim como as diversas línguas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas oral-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A única diferença é sua modalidade viso-espacial. Sendo assim, para se comunicar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais; é necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos, e de pontos de articulação -- locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos.
Assim, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, tambem existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção as variações praticadas em cada unidade da Federação.



Parâmetros da Língua de Sinais Brasileira


Configuração das mãos: As formas das mãos podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou possíveis movimentos feitos com a mão, predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos. Para visualizar veja um exemplo: Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE possuem a mesma posição da mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.
Ponto de articulação: local em que se faz o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.
Movimento: Os sinais podem possuir movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.
Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.
Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais ou corporais são de grande importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.
Os pronomes: são indicados por apontamento.




Convenções para a transcrição


A Libras, como as outras línguas de sinais, não tem um sistema de escrita largamente adotado, embora existam algumas propostas, como a SignWriting, que estão sendo usadas em algumas escolas e publicações. Na falta de uma escrita própria, a libras tem sido transcrita usando palavras em português que correspondam ao significado dos sinais. Para designar que a palavra em português indica um sinal, é grafada convencionalmente usando letras maiúsculas. Por exemplo: LUA, BOLO.
Os verbos: são usados no infinitivo. exemplo: LOJA, EU IR.




Legalidade


Está garantido no Brasil, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. De acordo com as normas legais em vigor no País, as instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva.
A LIBRAS, portanto, é uma língua viva e autônoma, reconhecida pela lingüística.
O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais.
O Governo do Estado de São Paulo produziu um dicionário voltado para os surdos e foi elaborado com o objetivo diminuir ao máximo a exclusão digital. Produzido em CD-ROM, o dicionário tem 43.606 verbetes, três mil vídeos, 4,5 mil sinônimos e cerca de 3,5 mil imagens.



Variedade de Línguas


Mundialmente, as comunidades Surdas criaram a sua própria língua de sinais, ou incorporaram aspectos de outras línguas de sinais. Parte do vocabulário da LIBRAS atual derivou-se da Língua Francesa de Sinais. Este combinou-se com a forma nativa que já era usada no Brasil e tornou-se a atual LIBRAS. As línguas de sinais em diversos países desenvolvem-se ao longo de muitos anos e sofrem refinamentos em todas as sucessivas gerações..
Normalmente, as línguas de sinais não seguem os movimentos sócio-geográficos das línguas faladas. Em Porto Rico, por exemplo, usa-se a ASL (Língua de Sinais Americana), mas fala-se espanhol. Embora o inglês seja falado tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, a Inglaterra usa a Língua Britânica de Sinais, que é muito diferente da ASL. Também, a Língua Mexicana de Sinais difere das muitas línguas de sinais da América Latina.
Quem estuda uma língua de sinais fica impressionado com a sua sutil complexidade e riqueza de expressão. A maioria dos assuntos, pensamentos ou idéias podem ser expressos com a língua de sinais. Felizmente, há uma tendência crescente de produzir literatura para surdos em vídeos, usando a língua de sinais natural para contar histórias, expressar poesia, apresentar relatos históricos e ensinar conceitos bíblicos. Em muitos países, o aprendizado da língua de sinais está em alta.

2 comentários:

Fê arte minha disse...

Querida, seu blog é lindo!!!! Estou tendo aula de Libras em minha cidade, estou gostando muito, torço para que as pessoas se dediquem mais a aprender a linguagem dos sinais.
Beijos no coração

Fê arte Minha

Tatiana pedagogia surda disse...

Obrigada minha querida... Continuar visitando, ficar a vontade.. rs!!!